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A maldição dos “fazedores de gols” no Scarpelli

Por | 5 DE outubro DE 2011 - 16:37

Antes…
…o recado da redação: Este texto é uma colaboração de um torcedor e leitor do INfoesporte para este espaço também dedicado à interação com o nosso público. Portanto, o conteúdo nele contido não necessariamente reflete a opinião oficial e não é de responsabilidade deste veículo de comunicação.

Toda temporada é a mesma coisa: “ah se tivéssemos um fazedor de gols, aquele matador”, e não temos? O Figueirense pode não ter esse fazedor de gols passando por uma boa fase com a camisa alvinegra, mas que o clube sempre teve esse “matador”, teve! Nos últimos 13 anos, depois de Genilson, Aldrovani e Edmundo, o Figueirense dificilmente conseguiu achar aquele artilheiro nato. O clube até achou, apostou suas fichas em jogadores com bons desempenhos nos seus clubes de origem, mas jogando pelo mais querido de Santa Catarina, estes atacantes não se saíram muito bem.

Em 2003, o atacante fazedor de gols contratado pelo alvinegro foi Sandro Gaúcho. No Figueirense balançou as redes poucas vezes, mas no Santo André, Sandro Gaúcho foi artilheiro isolado da equipe paulista por diversas temporadas. Um ano depois, em 2004, foi a vez do Furacão do Estreito contratar um dos maiores goleadores do futebol Catarinense. Marlon, ex-Joinville, veio para ser o homem-gol do Scarpelli, mas com a camisa do alvinegro, não conseguiu desempenhar nem 10% do que fez jogando com a camisa do time da Manchester Catarinense. Com o baixo aproveitamento de Marlon, André Balada e Izaías foram contratados pelo Figueira. O primeiro foi  goleador no Palmeiras, e Izaías foi o artilheiro do Paulistão daquele ano pelo Paulista Jundiaí. Resultado, muito dinheiro investido e pouquíssimos gols marcados. No ano de 2005, quarto ano consecutivo na elite do futebol nacional, a diretoria do Figueirense investiu na contratação do atacante Wagner Almeida, com ótima passagem pelo Atlético Mineiro, por lá foi artilheiro, por aqui… não ficou para a disputa do nacional.

Promessa do Santos, o atacante Frontini, foi a bola da vez do Figueirense para a temporada 2007. Mais uma vez, um fazedor de gols não vingaria no clube do Estreito. Frontini acabou não disputando a Série A daquele ano, e sim a Copa Santa Catarina pelo Figueirense B. Um ano depois, em 2008, foi a vez do atacante matador Tuta, vestir a camisa do Figueirense. Por onde passou foi goleador, no Figueira, marcou apenas cinco gols e teve seu contrato rescindido. Após o rebaixamento em 2008, a diretoria trouxe um nome de impacto para o Catarinense 2009 e consecutivamente Série B, contratou o atacante Marcelo Nicácio, artilheiro da série B pelo Fortaleza no ano anterior. E adivinhem, Marcelo Nicácio não deu certo por aqui, marcou apenas dois gols e foi liberado pelo Figueirense.

Hoje, de volta a Série A do Brasileiro, o Figueirense contratou o experiente, atacante Somália. O jogador dispensa comentários, por onde passa é artilheiro, mas no Figueirense há quase 60 dias, o “Showmália” balançou as redes com a camisa do Figueira apenas uma vez – na sua estréia contra o Flamengo. E aí torcedor, exceto 2002 com Thiago Gentil, 2006 com Soares e 2008 com Tadeu (todos sem fama de goleadores), o que acontece com os chamados fazedores de gols quando são contratados pelo Figueirense? Mistério, coincidência ou maldição?

Este texto foi enviado pelo torcedor e blogueiro Israel Córdova. Você pode conferir outras postagens em seu blog, o Blog do Israel.

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