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Nem tanto ao Céu, nem tanto ao Inferno

Por | 23 DE fevereiro DE 2012 - 18:33

Torcedores são curiosos. A mistura da paixão com as análises sempre rendem frutos interessantíssimos!

Quem me ouve na Rádio Record sabe que eu leio todos os blogs sobre Avaí e Figueirense que tenho conhecimento. Leio sempre. Mesmo que às vezes atrasado.

Ganhou? Tá bom. Perdeu? Tá um lixo. Quem dera fosse assim tão simples.

Reduzindo tudo, dá nisso mesmo. E, normalmente, quem vai contra a maré vai sempre contra a maré e, quase sempre, escreve por último para ter certeza de que será do contra. Acho graça em tudo, em todos e em mim também.

Daí escrever esse post. Travestido de autoridade no assunto porque tenho um megafone nas mãos, emito a minha opinião – que deve ser a de muitos, que deve ser contra a de muitos, que deve ser boa, ruim, excelente ou uma M…

Ela até ganha cores. Um dia é azul e branco, noutra preta e branca. Desabafos de quem não tem argumento que não seja o apaixonado.

O Mauro Ovelha está começando a fazer um trabalho no Avaí e começou a perder.

O Branco está começando a fazer um trabalho no Figueirense e está ganhando.

Mauro Ovelha tinha três vitórias seguidas, um time copeiro, brigador e era o Rei do Estadual depois das cinco vitórias seguidas! Trabalho tático? Pouquíssimo, mas o resultado vinha, portanto que os críticos se calem! Triste realidade.

Branco goleava em casa, perdia pontos fora dela, tinha um plantel de qualidade, mas que não se encontrava em campo. Era mal treinado e conservador com três volantes. Pela primeira vez, jogou com dois meias. E venceu mais uma em casa. Feliz rotina.

Mauro Ovelha foi condenado ao inferno junto com Robinho, Capixaba e, agora, o Moretto! Nem tanto, pessoal… menos vai.

Branco está elevado ao sublime céu junto com Roni, Aloísio e, agora, Julio Cesar! Nem tanto, pessoal… menos vai.

A diferença que eu vejo entre os dois times não está no trabalho, não está na diretoria, não está na estrutura e não está na torcida. Está no material humano. Futebol, o esporte, é feito de gente.

E de gente, em campo, atuando, o Figueirense está melhor servido que o Avaí.

Que o Branco não atrapalhe; que o Saldanha jogue mesmo muita bola.

Que o Figueirense jogue com dois meias sempre. 4-4-2 clássico, sem inventar. Que o Botti ganhe ritmo e deixe o Luiz Fernando como opção no banco. Que Fred cresça muito. Muito mesmo.

Que o Avaí jogue sem Marcinho Guerreiro, sem Capixaba e sem Robinho. O esquema do Ovelha precisa de tempo e paciência. Que Cleber Santana e Patric e Pirão e Cleverson e Nunes e mais um meia joguem bola. Que o Ovelha tenha coragem.

Deixando claro e em pratos limpos: O Avaí quando venceu, venceu pela força. O Figueirense quando venceu, venceu pelo talento. Os treinadores, até aqui, são coadjuvantes.

E devem sempre ser, mas aí é tema para outro post.

Abraços!

Meu nome é Filipe Calmon e eu continuo livre, leve, solto e falando do esporte que amo desde sempre sem me preocupar em agradar X,Y, Z.

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2 comentários

rosangela gomes on 23 de fevereiro de 2012 at 23:39.

o que mais gostei é saber que vc escreve com sentimento e com verdade. ..é lógico que o fato de vc escrever sem precisar agradar a x, y ou z mostra a sua liberdade. nada é mais importante do que ser livre…quer força maior que a junção da verdade com liberdade??? sucesso.

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Rafael on 24 de março de 2012 at 11:53.

Concordo em genero, numero e grau!

Falando do meu time, o Figueira, tambem acho que o Branco pouco contribui na equipe, que vence por força do elenco – que por sinal é de longe o melhor do estado.
Temos os melhores atletas, mas nao temos o melhor time. JEC e Metro tao ai pra provar isso.

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