Avaí vence a Chape e segue líder isolado do Catarinense

Romulo fez dois e Denilson fez um; no fim, torcida avaiana chegou a gritar "olé"

Por INfoesporte

08/02/2017 - 23h06

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Os dois representantes catarinenses na Série A do Brasileirão fizeram uma partida emocionante na Ressacada. O Leão, mais atento na marcação e sabendo aproveitar as chances, saiu vencedor e continua líder isolado. No próximo sábado a Chape enfrenta o Brusque fora de casa, às 17h. O Avaí pega o JEC, também fora de casa, no domingo.

PRIMEIRO TEMPO

O jogo começou tenso para o torcedor azurra. A Chape se postou bem em campo e Leandro Silva assustou a torcida quando tocou mal para trás e quase entregou a paçoca para o ataque do Verdão.

Mas o erro serviu para acordar o Leão, e aí foi a vez de o torcedor da Chapecoense levar um susto: ao cruzar pela esquerda, Capa obrigou Fabrício a quase marcar contra o patrimônio, de cabeça.

A partida se tornou um "lá e cá". Era a vez de a Chape, outra vez, fazer pressão na marcação. Na sobra, o chute colocado de Rossi exigiu do goleiro Kozlinski. E Rossi estava a fim de jogo. Em mais um passe errado azurra, desta vez de Capa, o meia bateu perto da meta do Avaí.

Só que Capa se redimiria rapidamente. No seu melhor estilo brigador com velocidade, o baixinho ganhou no corpo da marcação pela esquerda e cruzou curto para Romulo, que dominou de costas para o gol e já bateu girando. Resultado: golaço! Quem estava criticando o camisa 11 queimou a língua: 1 a 0 Avaí.

Em seguida o Verdão se tornou um time ainda mais tenso em campo, o que resultou em faltas duras e cartões. O Leão, jogando em casa, se aproveitou do momento e pressionou ainda mais. Num escanteio, Elias teve de fazer duas grandes defesas para evitar o segundo.

Mas a Chape não se entregou e foi buscar jogo novamente. Kozlinski fez uma defesa incrível lno chute de Rossi, que bateu para o chão e quase enganou o goleiro avaiano. Após isso, dois lances marcantes: um foi a mão de Grolli no rosto de Romulo, que o juiz não viu; o outro foi a terrível saída de Betão, que tentou driblar dentro da própria área, entregou a bola para o ataque da Chapecoense e contou com a sorte para não se tornar o responsável pelo gol de empate - a bola acabou parando nas mãos de Kozlinski.

SEGUNDO TEMPO

Se houve um certo equilíbrio na primeira etapa, o segundo tempo foi todo do Avaí. O atropelo começou cedo. Leandro Silva cruzou quase na linha lateral e bem antes da área, mesmo assim a bola foi certeira para Denilson, que empurrou de cabeça para o gol. 2 a 0 Leão.

Por um momento, a Chapecoense ainda acreditou que haveria reação. Reinaldo cobrou falta fechada e por milímetros a bola não alcança a testa de Wellington Paulista, que lamentou.

Tirando esse lance a defesa do Avaí se mostrou compacta nos minutos seguintes. Nada passava. Com isso, veio a segurança para que o ataque continuasse ousado... Ou melhor, para que Romulo continuasse ousado.

Após cobrança de lateral de Leandro Silva na área do Verdão, o camisa 11 fez parecer fácil: com tranquilidade, dominou a bola e girou batendo - desta vez, ao contrário do primeiro gol, a bola foi rasteira. Mas como no primeiro tempo, ela encontrou seu destino: as redes. 3 a 0 Avaí, Ressacada em êxtase.

O Leão não queria parar. Diego Jardel bateu de longe e levou perigo. Capa brigava pela bola, e chegou a levar um amarelo por uma dividida aparentemente normal. Mas o que o torcedor mais lamentou foi a chance perdida por Romulo de fazer o hat-trick (três gols na partida). Numa descida fulminante do Leão, Diego Jardel entregou a bola com açúcar para o atacante, que bateu rasteiro mas acabou colocando para fora.

Já passava da metade do segundo tempo quando o Avaí diminuiu um pouco o ritmo e viu a Chape tentar algo. Wellington Paulista teve nos pés a chance para diminuir, ao receber lançamento cara a cara com Kozlinski - mas o pé do goleiro foi decisivo e impediu que a bola entrasse.

O que se seguiu foram chances de ambos os times, mas sem muita contundência. Aos 34 a Chape chegou a encontrar o gol, mas não valia nada, havia impedimento no lance. Aos 40, uma última chance do Verdão, que parou na defesa azurra. Ainda deu tempo para o torcedor avaiano, empolgado com o momento azurra no campeonato, gritar olé. Fim de jogo, liderança azurra, 3 a 0 em cima da Chape.

FICHA TÉCNICA

AVAÍ (3)

Kozlinski; Leandro Silva, Alemão, Betão, Capa, Luan, Judson, Marquinhos (Gustavo Santos), Diego Jardel (Marcelinho), Romulo (Júnior Dutra) e Denilson

Técnico: Claudinei Oliveira

CHAPECOENSE (0)

Elias; Zeballos, Grolli, Fabrício Bruno e Reinaldo; Amaral, Andrei Girotto (Nadson), Dodô (Luiz Antônio), Rossi, Osman (Martinuccio) e Wellington Paulista

Técnico: Vagner Mancini

Gols: Romulo, aos 16 minutos do 1º tempo e aos 16 do 2º tempo (A), Denilson, aos dois minutos do 2º tempo (A)
Cartões amarelos: Luan, Marquinhos, Denilson, Capa (A); Dodô, Amaral, Andrei Girotto (C)Romulo estava em noite iluminada na Ressacada (Foto: Frederico Tadeu/Avaí FC)

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