Cacau Corazza: Acabou a invencibilidade

Confira aqui no INfoesporte a coluna de Cacau Corazza

Por INfoesporte

14/03/2017 - 11h42

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FIM DA INVENCIBILIDADE NO CATARINENSE

Com direito a gol contra do melhor zagueiro do Avaí, foi assim que o Leão deixou de lado a invencibilidade no último domingo (12), contra o Criciúma. Não dá para colocar a culpa da primeira derrota no estadual em uma pessoa só. O time não jogou bem, salvando-se as exceções, que daqui a pouco falo delas. Mas a zaga, que tem sido o setor mais sólido do time azurra, vacilou feio em alguns momentos. O meio campo segue sendo lento e não criando. O capitão Marquinhos não está conseguindo jogar o futebol que sabe.

O ataque criou e não foi pouco, mas não soube aproveitar as oportunidades, Denilson deixou o dele e Junior Dutra marcou de pênalti, o problema é que nos contra-ataques parecia que a bola queimava nos pés dos atletas, ninguém conseguia finalizar com eficiência! Rômulo não apareceu no jogo, único momento em que ele chamou atenção para si, foi quando saiu machucado. O lateral Gustavo, irmão do Marquinhos Santos, o que era ele em campo? Todas as bolas sobravam nas costas dele, ele não conseguia marcar e nem atacar. Entrou em campo para que?

Claudinei Oliveira tem todos os méritos do primeiro turno e não é por uma derrota, a primeira no Catarinense, que vai deixar de ser um bom treinador, mas alguns momentos ele insiste com atletas que não rendem e as substituições demoram a acontecer. Mas preciso deixar registrado aqui, que depois de alguns jogos sem mostrar nada em campo, Caio César foi um dos mais raçudos contra o Tigre. Roubadas de bola que ele não fazia e uma boa movimentação.

BRINCANDO COM O TORCEDOR 

É tão difícil assim manter um ritmo ou continuar jogando como fez contra o Metropolitano, na última partida do turno? Essa oscilação do Figueirense dentro de campo não incentiva nenhum torcedor a acreditar ou a voltar a comparecer ao Orlando Scapelli. E não é nem de se entender, como não conseguem manter ou repetir a atuação de uma partida melhor. O Furacão começou a esboçar uma evolução nas últimas rodadas, mas não sabe segurar isso. E não me refiro a não perder mais e nem a ter só vitórias daqui para frente, mas quando um time encaixa e consegue jogar, mostra uma qualidade, às vezes o placar não favorece, mas o torcedor enxerga a mudança. E no caso do Figueira, a coisa está difícil.

Como um time que não consegue reagir vai querer casa cheia? Ou até mesmo ir para a final do Catarinense? Não digo que está tudo perdido, futebol é momentos, mas também é inteligência. É qualidade, é eficiência e isso acontece quando o time está encaixado. O returno já começou e o atacante, goleador da Série B, ainda não marcou nenhum no Estadual, Bill tem feito o que? E a zaga? Aposto que o torcedor sente falta de ver o zagueiro Marquinhos fazendo dupla com Bruno Alves, ao invés de Dirceu.

O problema no Figueira não começou este ano, as coisas começaram a acontecer na temporada passada, a mudança constante no comando técnico não faz com que os times melhorem a cada novo nome. Mas também não se pode manter um treinador que rebaixou o time e teve mais resultados negativos do que positivos. A renovação na equipe do Furacão deveria ter sido feita antes da temporada 2017 começar. A chegada de um camisa 10, para fazer a ligação entre os setores, já deveria ter sido acertada antes, não que no decorrer do campeonato não possam acontecer novas contratações, mas uma base sólida precisa ser feita para que um time não tenha um péssimo estadual, porque reflete no Brasileiro. O torcedor cansa de assistir atletas sem vontade ou raça.

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