Atacante revela premonição da tia em final de 2006

Ele saiu do banco, fez um gol e deu o passe pra outro. Exatamente como sua tia havia previsto.

Por INfoesporte

23/02/2016 - 16h18

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Ao lado de Cícero e Schwenck, Soares foi um dos principais atacantes do Brasil em 2006. Foto: Flávio Neves/Arquivo

O ano de 2006 foi mágico pra ele. Aos 21 anos, o garoto Hiziel de Souza Soares, terminaria a Série A do Campeonato Brasileiro daquele ano com o segundo lugar na eleição do Craque do Brasileirão.

"Foi o melhor ano da minha carreira. Um ano que as coisas aconteceram, fluíram. Deus agiu e Deus fez", afirmou o atacante em entrevista exclusiva ao INfoesporte.

Confira os principais pontos da conversa entre a nossa equipe e o atacante, que atualmente joga no Villa Nova, de Minas Gerais.

 

Trio Ternura

Ao lado de Cícero e Schwenck, Soares formou um dos ataques mais poderosos do futebol brasileiro naquele ano. Só no Campeonato Brasileiro de 2006, os três fizeram 40, dos 52 gols marcados pelo Figueirense na competição. Soares fez 13. A relação entre eles era, e ainda é, de muita amizade.

"Joguei com o Schwenck no ano passado no Marcílio Dias, a gente até comentou sobre 2006, muita gente perguntava também sobre aquele ano. Quando a gente se encontra, nós conversamos sobre isso. A parceria segue forte até hoje, graças a Deus" conta Soares.

Dificuldades

Depois do destaque em 2006, o Trio se desmanchou. Soares foi contratado pelo Fluminense, acabou campeão da Copa do Brasil em cima do próprio Figueirense, mas as lesões atrapalharam seu desempenho. Do Tricolor das Laranjeiras ele rodou por vários cantos do país. Grêmio, Cruzeiro, Vitória, Chapecoense, Botafogo da Paraíba, entre outros. Hoje é uma das estrela do Villa Nova, de Minas Gerais, que conta com os experientes Mancini e Fábio Jr no elenco.

"Por onde eu passei, o pessoal sempre lembrava daquele ano. Isso é gostoso né, quando você é lembrado pelos torcedores, até mesmo pelos rivais. Eu moro em Florianópolis, e onde eu passo os torcedores lembram, perguntam".

Final Catarinense 2006

O segundo jogo da decisão do Catarinense de 2006 foi dele. Soares saiu do banco, fez um golaço e deu o passe pra Fernandes fechar a conta já aos 47 do segundo tempo. Impressionante pra todos que estavam no Scarpelli, menos pro então camisa 18 do Alvinegro.

"Eu sabia que ia começar no banco. Minha tia falou comigo na madrugada do jogo e disse que Deus falou pra ela que eu ia sair do banco, fazer um gol e dar o passe pra outro. E foi o que aconteceu. Foi uma coisa curiosa, que até hoje eu falo, porque quando Deus fala é melhor obedecer pras coisas acontecerem".

Volta pro Figueirense

Aos 30 anos, faz 31 em maio, Soares sente saudades da época em que brilhou no Figueira. Ele tem até hoje um apartamento em Florianópolis, onde passa as férias, e revela que já esteve perto de voltar a vestir a camisa do Furacão.

"Tentei voltar umas duas vezes, mas não deu. Deixo nas mãos de Deus. No momento certo eu vou voltar. Quem sabe encerrar a carreira no Alvinegro, ou até antes mesmo. Eu quero muito voltar porque eu amo esse clube, foi o clube que abriu as portas pra mim. Foi o clube onde eu conquistei títulos, que me lançou no cenário brasileiro".

Avaí?

Com residência fixa em Florianópolis, o atacante não descarta também uma passagem pelo rival do Figueirense. Questionado se aceitaria uma proposta do Avaí, Soares deixou uma porta aberta pro Leão da Ilha.

"Se for uma proposta boa é lógico que não dá pra recusar. Eu acho que não teria problema nenhum, eu acho que o torcedor iria entender. A gente vive do futebol, precisa estar trabalhando, independentemente de estar no clube do coração ou não. Eu estudaria a proposta com carinho, conversaria com a família e tomaria uma decisão", confessa o atacante.

 

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