Athletico não fura bloqueio boliviano, mas se garante nos mata-matas

Mesmo sendo amplamente superior, o Athletico não conseguiu sair do zero dentro de casa contra o Jorge Wilstermann. No entanto, está garantido nas oitavas-de-final da Libertadores.

Após a vitória heroica nos acréscimos, há duas semanas, o Furacão reencontrou os bolivianos, desta vez na Arena da Baixada.

A rodada já começava bem: com um improvável 3 a 0 do Peñarol pra cima do Colo-Colo, que deixava o Rubro-negro a um ponto de garantir matematicamente a vaga para a fase de mata-matas da principal competição do continente americano.

A vontade, no entanto, era de conquistar a vitória, que, de quebra, garantiria a primeira colocação do Grupo C – a qual, de certa forma, está muito próxima, só escaparia em caso de remota combinação entre vitória boliviana em Santiago e derrota athleticana em Montevidéu.

Sem sofrer ameaços do time boliviano, o Furacão foi amplamente superior na primeira etapa, tendo chances de perigo. Mas a retranca gringa levou a melhor, e as equipes foram zeradas para o intervalo. Ao fim do primeiro tempo, o goleiro Giménez se contundiu, sendo substituído por Ojeda.

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O meio de campo em losango trabalhou bem, especialmente com Christian, Erick e Cittadini, mas a dupla de ataque, constituída pelos jovens Pedrinho e Fabinho, parecia flexível demais – faltava um homem de conclusão.

Na segunda etapa, Eduardo Barros lançou mão de Jorginho (meia ex-Atlético-GO) e Bissoli, para os lugares de Wellington e Fabinho. O volante de marcação pôde ser sacrificado, uma vez que o Wilstermann nem ameaçava a meta de Santos.

Pouco depois, o jovem treinador levou Lucho González, cuja experiência e qualidade técnica poderia desequilibrar. Além dele, entrou também Geuvânio, atacante rápido e com bom remate de longa distância. Saíram Cittadini e Pedrinho.

Não adiantou: as chances até apareceram, mas tímidas. O pouco que a equipe conseguiu produzir se limitou aos tradicionais “chuveirinhos”, que até fizeram o goleiro substituto Ojeda trabalhar, mas não foram o suficiente para batê-lo.

Poderiam ser três pontos, mas mesmo o ponto solitário foi suficiente para garantir matematicamente o Furacão na fase de oitavas-de-final da Libertadores pela segunda vez consecutiva.

A equipe paranaense só voltará a campo no dia 20/10, contra o Peñarol, no Uruguai, para garantir de vez a primeira colocação. Vale lembrar que o Furacão tem 100% de aproveitamento na história contra os gigantes uruguaios Peñarol e Nacional.

Murilo Demarch
Desde 2015, redator, revisor e editor em websites, responsável por criação de conteúdo e exploração de bases de conteúdos de sites nacionais e internacionais

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