Ceará deixa de vencer no detalhe, mas mostra força contra o Bolívar pela Sul-Americana

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O Ceará ficou muito próximo de sentir o gosto da primeira vitória internacional longe do Brasil. Ontem, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana, diante do Bolívar em La Paz, o Vozão perdeu pênalti, com Jael, e teve uma bola que só não entrou por mero capricho, de Cléber. Fato é que, mesmo sem levar a vitória que seria, para muitos, merecida, o time alvinegro mostrou a força e união que vêm sendo responsáveis pelo excelente momento.

A julgar pelas oportunidades mais do que claras de tirar o zero do placar, é pertinente entender que o Ceará deixou a vitória escapar. Os fatores externos, no entanto, valorizam o resultado: Guto Ferreira entrou com uma equipe mesclada, visto que tem como prioridade, no sábado, a final da Copa do Nordeste, contra o Bahia.

Ademais, conseguir o empate, sendo que esteve mais próximo da vitória que da derrota, contra o Bolívar, em La Paz, a mais de 3.800 metros de altitude, é algo a ser celebrado mesmo por aqueles que sabem muito bem como é atuar a milhares de metros acima do nível do mar. O Ceará, time situado na faixa litorânea e que encara a altitude pela primeira vez em sua história, lidou bem com a situação e traz um ponto para o Brasil – vale lembrar que a equipe terá de voltar à altitude boliviana na última rodada da fase de grupos, no próximo dia 27, contra o Jorge Wilstermann.

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O Vozão manteve a liderança do Grupo C, empatado em pontos com o próprio Bolívar, mas com um gol marcado a mais. O outro confronto do grupo, desta quinta-feira, entre Arsenal de Sarandí e Jorge Wilstermann, na Argentina, não tirará o time brasileiro da ponta, ainda que possa acirrar a disputa no grupo.

Ainda invicto, o Ceará fará, nas próximas duas semanas, duas partidas dentro do Castelão, onde conquistou sua vitória até aqui. O Vovô receberá Arsenal e Bolívar, nesta ordem. Caso consiga duas vitórias nestes confrontos, há grandes chances de garantir a classificação antecipada para a fase posterior, o que permitiria apenas cumprir tabela em Cochabamba, diante do Wilstermann.

Antes disso, o Vozão pensa no tricampeonato do Nordeste, do qual está apenas a um empate, neste sábado, novamente contra o Bahia – que, por caprichos do destino, também perdeu pênalti e deixou de vencer esta semana pela Sul-Americana.

Grupo unido, forte e que sabe onde quer chegar. Novas contratações que rapidamente se adaptaram. Equipe que faz seu jogo onde quer que seja, com quaisquer jogadores que entrem em campo. Isso é o que se vê no Ceará de 2021, ainda mais forte do que o da temporada anterior, e que ajuda a reafirmar o bom momento do futebol de seu estado, de sua região.

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