Final da Copa do Nordeste: apenas uma vez o vencedor do jogo de ida ficou sem a taça

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A 17ª edição da tradicional Copa do Nordeste está chegando ao fim. Nesta terça-feira (4), Bahia e Ceará farão a partida de volta da grande final. Na primeira partida, realizada no último sábado, o alvinegro, comandado por Guto Ferreira, construiu grande vantagem de 3 a 1 e sairá com a taça mesmo em caso de derrota por um gol de diferença. Já a equipe de Roger Machado precisa de uma vitória por dois gols de diferença para levar a decisão para os pênaltis, ou três gols para vencer no tempo normal.

A decisão ainda está aberta, mas, se depender do histórico das finais, a maior competição regional do país está muito próxima do Ceará. De 16 decisões, 12 delas foram decididas em dois jogos, e nessas, o retrospecto é amigo dos times que vencem a primeira partida.

Oito dos vencedores do jogo de ida acabaram levantando a taça da ‘Lampions League’ – tendo sido um deles o próprio Ceará, inclusive sobre o mesmo Bahia: em 2015, o Vozão venceu por 0x1 em plena Fonte Nova, sagrando-se campeão com nova vitória no Castelão.

Em três outras oportunidades, o campeão do Nordestão empatou o jogo de ida, sendo que, em duas delas (Sport 2000 e Vitória 2003) o empate voltou a acontecer na volta, coroando, em ambas ocasiões, a equipe de melhor campanha.

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Finalmente, o número que traz a esperança aos torcedores do Ceará: apenas uma vez na história, a equipe que venceu a partida de ida da final deixou escapar, na volta, o título nordestino. Foi o Vitória, em 1998. Após bater o América-RN por 2 a 1 no Barradão, o Rubro-Negro baiano sofreu a remontada do Mecão no Machadão: 3 a 1 e único título potiguar do torneio regional.

E, para fazer com que os tricolores se desapeguem de vez do retrospecto, outro dado desfavorável: todas as vezes que o Bahia ficou com o vice-campeonato foram decorrentes de derrotas na partida de ida. Em 1997, 1999, 2015 e 2018, o Tricolor de Aço saiu em desvantagem nas finais contra Vitória (2x), Ceará e Sampaio Corrêa, respectivamente.

O fato é que, apesar de eternizada, a história é escrita sempre à base de fatos novos. Para a segunda conquista do Ceará, vale o apoio nela; para a quarta do Bahia, há mais 90 minutos de oportunidade para a quebra desse padrão, por ora incômodo.

A resposta virá amanhã, às 21h30 (horário de Brasília).

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