Desencantou: jogo de seis gols mostra Athletico mais aberto, porém mais artilheiro

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Se um termo do futebol pode ser aplicado para descrever o Athletico no duelo contra o Corinthians, nesta quarta-feira, na Neo Química Arena, seria poder de reação. O Furacão arrancou o empate nas três vezes em que esteve atrás do Timão no placar, mostrando-se disposto a brigar até o fim pela vaga na Libertadores 2021.

Dono até então da melhor defesa e quarto pior ataque da competição, o Athletico era – e é – a equipe com a menor soma de gols no campeonato. Foram, até aqui, apenas 68 gols em 35 jogos, sendo 34 marcados e outros 34 sofridos.

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Números como estes mostram que os jogos do Athletico vêm sendo mais econômicos do que o normal, e podem indicar tanto a solidez defensiva quanto a pouca inspiração no ataque. Em um balanço geral do campeonato, fases distintas explicam cada uma das competências.

Sob comando de Dorival Jr e Eduardo Barros, o Furacão alternava entre bons e maus momentos na defesa. Porém, o ataque decepcionava – foram apenas 12 gols em todo o primeiro turno. A equipe que, até então, priorizava a disputa da Libertadores, deixava o Brasileiro de lado e sofria as consequências do Z-4.

Com a chegada de Paulo Autuori e a comissão conjunta, o Athletico melhorou. Dono da segunda melhor campanha do returno, a equipe traz números favoráveis defensivamente: após sofrer três gols em duas oportunidades consecutivas – contra Palmeiras e Fluminense – o time, antes do duelo contra o Corinthians, vinha de uma sequência em que havia sofrido incríveis três gols em 10 jogos.

No entanto, os índices ofensivos não ganharam melhora tão significativa – tanto que a equipe tem ataque de Z-4 e, entre os 12 primeiros colocados, tem disparadamente o pior número de gols próprios. As vitórias, no returno, têm sido magras, o que mostra que os jogos foram, como se diz, “ganhos na defesa”. O Athletico tem média de 11,43 finalizações por jogo, superior apenas a Santos e Fluminense dentre as equipes que disputam os mesmos objetivos.

Contra o Corinthians, o Athletico mostrou características diferentes das que vinham tendo suas partidas, em maior parte, sem “grandes emoções”. Agressiva, a equipe buscava o ataque pelos lados sem perder a consistência no meio campo. O ataque diversificou: se Kaizer e Carlos Eduardo, artilheiros recentes da equipe, passaram em branco, Abner, Canesín e Vitinho foram às redes.

Se para ir à Libertadores, o Athletico deve ter aquele “algo a mais”, talvez correr alguns riscos seja necessário. Saldo de gols, bem como os gols pró, são critérios de desempate para definir a colocação final. E a equipe de Autuori – de estilo mais conservador – também precisa ousar para seguir em ascensão.

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