Dois recordes em dois anos: como a nova geração de ‘Meninos da Vila’ escreve história na Libertadores

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O Santos bateu o San Lorenzo em pleno Nuevo Gasómetro na noite da última terça-feira e deu um imenso passo para a fase de grupos da Libertadores 2021. Os expressivos 3 a 1 garantem uma situação tranquila para garantir a classificação na partida de volta, na próxima terça, na Vila Belmiro.

A vitória encaminhou uma reparação a alguns fatos que circundavam a partida: o Peixe tem no passado uma eliminação para o próprio San Lorenzo e está perto de se tornar o primeiro time brasileiro a superar o Ciclón em um mata-mata de Libertadores.

Mas a história sendo escrita não se restringe apenas a estes componentes da partida. Diz sobre algo muito maior que imerge: uma nova geração santista de “Meninos da Vila” que, como outras, traz grande impacto no mundo do futebol. Esta parece ter as atenções voltadas à Libertadores.

Na vitória de ontem, um recorde foi batido: quem fechou o placar da partida foi o menino Ângelo, que, com apenas 16 anos e quatro meses, tornou-se o jogador mais jovem a marcar pela Libertadores, quebrando o recorde de Juan Carlos Cárdenas, que marcou pelo Racing-ARG em 1962 aos 16 anos e sete meses.

Vale lembrar que, na fase anterior da Pré-Libertadores, em partida contra o Deportivo Lara-VEN na Vila Belmiro, o zagueiro Kaiky já havia se tornado, na ocasião, o segundo mais jovem a marcar na competição, atrás apenas exatamente de Cárdenas. Dessa forma, hoje o Santos tem três dos quatro mais novos a marcar na história da Libertadores (1960-2021): Ângelo (1º), Kaiky (3º) e Rodrygo (4º).

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Mas não seria o primeiro recorde a ser alcançado por essa nova safra da Vila: na Libertadores 2020, que o Peixe foi finalista, Kaio Jorge, nas quartas-de-final contra o Grêmio, marcou aos 11 segundos de jogo o quinto gol mais rápido da história da Libertadores e o mais rápido de todos na fase final.

Os quatro gols mais rápidos foram marcados por Félix Suárez (Alianza Lima, 1976), Alfredo Mendoza (Newell’s, 1992), José Sosa (Estudiantes, 2010) e Carlos Maldonado (Táchira, 1989), mas todos ainda na fase de grupos. Em partidas decisivas pelos mata-matas da Liberta, o recorde é brasileiro e santista.

Dois recordes expressivos em menos de cinco meses na Copa Libertadores: prova maior da capacidade de reinvenção do Santos, o clube que, historicamente, mais forma jovens talentos no Brasil. E, sempre que o momento pede, uma nova safra na base está pronta para dar conta do recado. Desta vez não vem sendo diferente.

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