Em jogo alucinante de duas viradas, Guaraní bate Bolívar e passa junto com Palmeiras no Grupo B

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Já classificado, mas sonhando com a improvável primeira colocação do Grupo B, chave do Palmeiras, o Guaraní do Paraguai foi a La Paz enfrentar o Bolívar, que, por sua vez, almejava apenas garantir a terceira colocação.

Para ter a liderança do grupo, a equipe paraguaia teria de, além de vencer na Bolívia, contar com uma derrota do Palmeiras para o lanterna Tigre sob uma generosa margem de gols. Este segundo fator, como vocês sabem, não passou sequer perto de ser cumprido: o Verdão foi quem aplicou a goleada e folgou na liderança, consagrando-se melhor da fase de grupos e impondo ao Tigre a condição de pior da competição.

Mas o Guaraní ainda encerraria sua participação na fase de grupos, rumo aos mata-matas, em grande estilo: em uma vitória antológica, com duas viradas, em plena altitude boliviana.

A equipe paraguaia apostava nos contra-ataques e foi beneficiada com um gol logo no início da partida. Fernando Fernández abriu o placar aos 13’.

Sem se expor demasiadamente, o Guaraní tentava administrar o placar, tendo que conviver com a pressão boliviana. Em casa, o Bolívar queria garantir ao menos o empate para ter sua vaga na Sul-Americana garantida.

A partida foi e voltou do intervalo, sem que mudasse o ímpeto ofensivo do Bolívar. E a premiação se deu mais tardia que o imaginado: mesmo com um a menos (Jairo Quinteros desfalcou os bolivianos aos 72’), Marcos Riquelme igualou o placar aos 80’. Incrivelmente, Roberto Rodríguez virava para o Bolívar aos 89’.

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O que era uma tática de contenção tornou-se um placar incômodo para o Guaraní, que queria carimbar a vaga nos mata-matas em grande estilo. Logo, a postura passiva deu lugar à pressão e foi o time paraguaio que pressionou até o apito final.

E esta pressão, à exemplo da adversária, teve também premiação: Nícolas Maná empatou aos 90+2’ e, inacreditavelmente, o Guaraní virava com Jose Bobadilla aos 90+6’, escrevendo um dos capítulos mais épicos da presente edição da Libertadores.

Após a despedida em alto grau, o Guaraní aguarda pelo sorteio de seu adversário nas oitavas-de-final, que será um primeiro colocado. O Bolívar, mesmo com a derrota, terá vaga na Sul-Americana.

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