Há exatos dez anos, Santos mudava seu destino na Libertadores 2011

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Hoje, no dia do aniversário de 109 anos de fundação do Santos, o torcedor respira aliviado: a equipe está classificada para a fase de grupos da Libertadores 2021 após segurar o empate contra o San Lorenzo, na noite anterior, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Atual vice-campeão da principal competição das Américas, o Peixe segue na competição e projeta a glória máxima: faturar o título, dez anos depois da última conquista.

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E, nesta mesma data, em um aniversário do Peixe há exatos dez anos, a caminhada para o tricampeonato santista da Libertadores iria da água para o vinho. A equipe teve um começo de caminhada em ritmo lento no Grupo 5, que disputou com Cerro Porteño, Colo-Colo e Deportivo Táchira-VEN.

Eram passadas quatro rodadas, e o Santos ocupava a terceira colocação, com apenas cinco pontos: uma vitória, dois empates e uma derrota. As equipes que se classificavam, no momento, eram o Cerro Porteño, com oito pontos, e o Colo-Colo, com seis.

Então, veio a partida contra o Cerro, no Paraguai. Sem Neymar, o Peixe partiu para o duelo com clima de vida ou morte, pois uma derrota sacramentaria a eliminação precoce da equipe, se o Colo-Colo vencesse – e venceu – o Deportivo Táchira. Uma surpresa desagradável no aniversário quase centenário do Alvinegro.

Com muita disposição, o Peixe conseguiu dominar a partida em Assunção e sair vitorioso. Danilo (foto), hoje na Juventus, com um golaço, e Maikon Leite, marcaram os gols da equipe, um em cada tempo, dando uma verdadeira sobrevida ao Peixe na fase de grupos. O Cerro permanecia com oito pontos, o Santos ia aos mesmos oito, mas ficava atrás no saldo de gols. Em Santiago, o Colo-Colo batia o Táchira e chegava a nove.

Ao Peixe, a tarefa tornava-se simplificada: bater o lanterna e já eliminado Deportivo Táchira no Pacaembu. Em Santiago, Colo-Colo e Cerro decidiam quem se classificaria. Deu Santos no Brasil e Cerro no Chile, time paraguaio em primeiro, brasileiro em segundo. Tudo graças à vitória conquistada em Assunção.

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E, se a campanha santista já tinha, àquela altura, uma grande e decisiva participação do Cerro Porteño, vale lembrar que as duas equipes se reencontraram nas semifinais. Vitória do Santos no Pacaembu e eletrizante empate por 3 a 3, com direito a show de Neymar, no Defensores del Chaco, garantindo para o Peixe a classificação para decidir a competição e sair vencedor diante do Peñarol.

Nada como uma boa memória para comemorar o aniversário, não é? E história é o que não falta ao Alvinegro Praiano. Feliz aniversário, Santos e santistas.

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