Inoperante no ataque, Coritiba soma 12 finalizações e um gol nos últimos quatro jogos

Quando lemos sobre ideias “requintadas” do futebol moderno, como ‘adiantar as linhas’, ‘propor jogo’ e ‘ter a bola nos pés’, a tendência é de que imediatamente remetamos a equipes conscientes do jogo e de seus matizes, além de eficientes construtoras no ataque. Talvez, essa associação venha em função da escola guardiolista, mas muitas vezes encontra-se inaplicável.

O Coritiba, que trocou o pragmatismo defensivo de Jorginho pela postura propositiva de Eduardo Barroca (foto), prometia aproveitar da melhor forma os atletas de ataque, assumindo que a ineficácia ofensiva que se acomunou em grande parte de 2019 não poderia continuar em 2020. No entanto, é exatamente neste terço do campo que existe a grande dificuldade no jogo do Alviverde. Nas últimas quatro partidas, quatro derrotas e apenas um gol marcado.  

É notória a evolução tática, mas a equipe vem deixando a desejar quando se fala em criação de ataques. 12: esse foi o número de finalizações que o Coritiba acumulou nos últimos quatro jogos – derrotas por 1×0 e 1×2 para o rival Athletico e outros dois revezes do Brasileiro, contra Inter e Bahia – além de apenas um gol marcado. De pênalti, na segunda final estadual.

Entre as duas partidas no Brasileiro, no sábado diante do Internacional e na noite desta quarta, contra o Bahia, há outro fato em comum além do baixo número de finalizações (3): as jogadas mais perigosas vieram em chutes de longa distância que pararam no travessão. Finalizações de dentro da grande área são difíceis de lembrar mesmo para o torcedor mais atento.

Paraná e Operário têm largada positiva na Série B

Jogador mais técnico e criativo do elenco, Rafinha estará no Departamento Médico do Coxa pelos próximos, estima-se, pelo menos, três meses. Para seu lugar, na partida dessa quarta-feira em Pituaçu, Barroca testou Ruy. O meia de 31 anos, em sua terceira passagem pelo Alto da Glória, pouco ou nada fez.

Símbolo da meia-cancha em 2019, Giovanni Piccolomo segue ausente, porém, em fase de transição para retornar aos treinamentos. O atleta sofreu uma ruptura no tornozelo direito, ainda na pré-temporada, em janeiro. Para além, o clube solicitou o retorno de Yan Sasse, que estava emprestado ao futebol turco, e teve sua reestreia ontem, igualmente discreta. Giovanni Augusto, Gabriel, Luiz Henrique e Thiago Lopes são as outras opções de meias no Coritiba, mas nenhum ainda agradou em 2020.

Por isso, Eduardo Barroca não esconde que deve pedir a chegada de reforços, sobretudo para esta função. Tão importante quanto a criação, é a ligação eficiente entre meio e ataque, por meio de atletas confiáveis para as pontas. Esses estão sendo providenciados: Neilton chegou e só não estreou ontem por opção do treinador. Wellington Nem está em franca negociação e deve chegar ao Couto Pereira.

Murilo Demarch
Desde 2015, redator, revisor e editor em websites, responsável por criação de conteúdo e exploração de bases de conteúdos de sites nacionais e internacionais

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