Jornais argentinos cobrem a prisão de Ronaldinho com ironia

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Sempre lembrado como ex-jogador do Flamengo, o ex-craque brasileiro passa por dias de cárcere no Paraguai e os argentinos não perdoam

As notícias do Flamengo nos jornais argentinos poderiam estar focados na campanha, nas estatísticas e nos belos gols que o clube carioca vem apresentando dentro das quatro linhas. 

Porém, a prisão de Ronaldinho Gaúcho no Paraguai, detido com seu irmão Roberto de Assis Moreira, no dia 4 de março em Assunção, capital do Paraguai, tem sido recorrente no noticiário argentino.

No caso do tradicional La Nación, há uma cobertura que não deixa de lado a parte factual, mas também explica as acusações, defesas, entrevistas com autoridades. Porém, ao mesmo tempo, há bastante foco na foto em que Ronaldinho aparece sorrindo ao lado de um policial que seria seu fã e autografando a camisa do Flamengo de um fã encarcerado. Repetidas vezes o uso de documentos falsos é lembrado, sua carreira no Flamengo e suas conquistas internacionais também.

A cobertura do jornal ainda usa bastante a palavra estrela, usando o exemplo do autógrafo para explicar que mesmo preso “não faltam momentos” para que ele viva esse status construído ao longo da carreira. Destaca-se a fala do esforço do diretor do presídio em promover conforto e falar sobre a rápida adaptação do ex-jogador, suas demonstrações de bom humor, sua cela com televisão e ventilador.

No caso do Clarín, também tradicional e muito marcado por sua oposição à principal força política na Argentina nos últimos anos, o kirchnerismo, também não há panos quentes. 

Há muito destaque para o fato de Ronaldinho compartilhar uma cadeia com narcotraficantes, assassinos e políticos corruptos. Se conta que Ronaldinho estava negando comida inicialmente e só se alimentava do que vinha de suas encomendas para profissionais de sua equipe de advogados, porém, em poucos dias, já estaria enturmado, comendo “chipa”, nome do pão de queijo no Paraguai, e tomando mate, erva tradicional latino-americana.

O diário ainda dá ênfase a uma suposta “boa vida” do ex-craque na cadeia. Por diversas vezes, é repetido sobre a possibilidade de ele dividir uma quadra de futebol com outros presos e que seu nome seria alvo de disputa entre guardas e companheiros de cadeia. 

Também sobre a preocupação do Ministro do Interior do Paraguai, Euclides Acevedo, em promover uma boa estadia no que o mesmo apontou como um “quase hotel”. Por fim, o ministro ainda brinca que o time local, Cerro Porteño, deveria aproveitar a presença do craque no país para contratá-lo.

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