Libertadores: Atlético faz partida segura, defende com eficiência e sai com empate da Bombonera

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A Copa Libertadores voltou nesta terça-feira para o início dos confrontos de oitavas-de-final. Entre os duelos mais aguardados, o jogo de ida entre Boca Juniors e Atlético-MG, em La Bombonera, em Buenos Aires. Numa partida amarrada, o Galo soube se defender, anulou a ação adversária quase por completo e saiu do lendário estádio argentino com o empate sem gols, que lhe permite uma vitória simples na semana seguinte, no Mineirão, para avançar.

Apesar da parca produção no ataque, a equipe de Cuca soube se postar em campo. Com partida segura especialmente no setor defensivo, o time mineiro seguiu a cartilha do visitante e não permitiu que a equipe da casa abrisse vantagem. Apesar de levar sorte em gol dos argentinos anulado pelo VAR, o Atlético não conviveu com outros sustos deste grau e, por momentos, ficou até mais próximo do gol da vitória em Buenos Aires.

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Crônica do jogo:

Em plena Bombonera, o mais temido dos palcos para os brasileiros, o Atlético começou se impondo. Aproveitando o ritmo baixo do Boca – o futebol argentino parou durante a Copa América –, a equipe brasileira teve mais posse, movimentação e frequentou a área do adversário nos primeiros minutos de jogo.

Mas era questão de tempo para o time argentino começar a se impor em sua casa e ficar com a bola. Aos poucos, o goleiro Éverson era testado. E, após algumas chegadas, a rede balançou, assustando o Galo e animando o Boca.

Após sete minutos de paralisação e auxílio do vídeo, o árbitro anulou o gol dos donos da casa, alegando falta de Briasco em Nathan Silva, na origem do lance. Para o alívio atleticano, o placar continuou zerado. Porém, dava indícios de como a partida caminharia até o final da primeira etapa: com o Boca dominante e próximo do gol efetivo, diante de um Galo apagado, diferente de como começou.

A segunda etapa trouxe um Boca que continuava animado, mas já contra um Atlético mais esperto. As oportunidades de ataque apareciam para os donos da casa, mas eram seguidas de contragolpes bem encaixados e perigosos da equipe brasileira.

Aos 67’, Cuca resolveu dar sangue novo ao Galo: Zaracho, Allan e Savarino deram lugar a Vargas, Jair e Borrero. Russo respondeu em sequência, trocando Medina e Diego González por Orsini e Varela. Partida ficava mais truncada.

O Atlético acertava a marcação e reduzia a contundência dos ataques do Boca. Quando frequentava o campo adversário, pecava na criação, mas ainda assim parecia estar mais próximo da abertura do placar – caso esta fosse realmente necessária para o jogo. Mas o placar zerado ainda era mais pertinente com o que foi o jogo, e assim se confirmou.

Pós-jogo:

Boca Juniors e Atlético-MG fizeram uma partida amarrada e de grande disputa pelo meio de campo, mas sem resultar em esforços suficientemente incisivos para tirar a igualdade do placar. Em uma obra do acaso, o time argentino chegou a balançar as redes, no primeiro tempo, mas, após enorme espera, o gol foi anulado. Dali em diante é que o zero teimou em não sair do marcador.

O Galo não apresentou a intensidade que vem mostrando no Campeonato Brasileiro, onde tem uma boa sequência de vitórias e se aproxima dos líderes, e, apesar do domínio da posse de bola e de boa parte das ações do jogo, sentiu dificuldades em criar chances – foram seis chutes no total, sendo apenas dois com direção ao gol.

Por outro lado, conseguiu defender com qualidade e anular a construção de jogo do Boca em plena Bombonera – o que, historicamente, é um gigante desafio para equipes brasileiras, o que acrescenta mérito ao desempenho atleticano. Não será fácil avançar no Mineirão na próxima terça-feira, mas não há dúvidas que o duelo mais desafiador do confronto foi o desta terça, na casa xeneize.  

Escalações:

Boca Juniors: Rossi; Weigandt, Izquierdoz, Rojo e Sández; Rolón, Medina (Orsini) e Diego González (Varela); Villa, Pavón e Briasco; Técnico: Miguel Ángel Russo.

Atlético-MG: Éverson; Réver (Dodô), Nathan Silva e Junior Alonso; Mariano, Allan (Jair), Nacho Fernández (Calebe), Zaracho (Vargas) e Tchê Tchê; Savarino (Borrero) e Hulk; Técnico: Cuca.

Definições:

Atlético-MG e Boca Juniors decidirão o confronto na próxima terça-feira, igualmente às 19h15, no Mineirão. A fase de mata-matas da Libertadores conta com o gol qualificado, o que faz com que a equipe argentina possa avançar caso a partida termine empatada com gols. Quem passar adiante enfrentará o vencedor do duelo entre Flamengo e Defensa y Justicia pelas quartas-de-final.

Antes disso, equipes entram em campo pelos campeonatos nacionais. No Brasileiro, o Galo encara o Corinthians na Neo Química Arena, no sábado. No Argentino, o Boca vai a Santa Fé encarar o Unión, na sexta-feira.

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