No Athletiba de técnicos estrangeiros, golaço dá vitória ao Furacão

| |

O primeiro clássico Athletiba da temporada 2021 foi disputado nesta quinta-feira, na Arena da Baixada, pelo Campeonato Paranaense. Em uma partida de muitas emoções, a vitória athleticana saiu na reta final, do pé esquerdo de Vitinho, ao acertar lindo chute, rente à trave direita do goleiro Wilson.

Clássico é um campeonato à parte, e capítulo nº 385 trouxe uma marca à maior rivalidade paranaense. Foi a primeira vez na “era moderna” que as duas equipes foram a campo no Athletiba dirigidas por dois técnicos estrangeiros: o português António Oliveira, pelo Athletico, e o paraguaio Gustavo Morínigo, pelo Coritiba.

Em campo, a disposição característica de um dos mais históricos duelos brasileiros. O Coxa tinha a ponta da tabela e a classificação antecipada à próxima fase para buscar, mas tentaria vencer pela honra. O Furacão, mesmo com time alternativo – o principal se concentra na Copa Sul-Americana – entendia as dimensões do clássico.

Os jovens jogadores rubro-negros, de jogo coerente há anos, mostravam melhor aptidão tática do que o reformulado elenco alviverde, que ainda tenha tido boas exibições na temporada, precisa encontrar a organização ideal.

Leia mais:

Após um primeiro tempo estudado e de poucas chances, a partida se abriu na segunda etapa, numa exibição digna da história deste grande clássico. As chances começaram a aparecer, os goleiros Bento e Wilson começaram a se incomodar.

Até que, aos 58’, após belo cruzamento de Khellven – autor do gol do título athleticano no último estadual, também em um Athletiba – Vitinho, outra cria da base rubro-negra, cabeceou forte para vencer Wilson.

O Coxa abriu ainda mais o jogo, correndo riscos de ver a fatura se liquidar. Por outro lado, começava a ser mais incisivo em seus ataques. Referência no ataque, o artilheiro Léo Gamalho era mais acionado.

Mas outro atacante faria seu papel, e muito bem. Aos 79’, no espelho do gol athleticano – cruzamento do lateral-direito, gol de cabeça –, foi a vez de Igor cruzar, não para Gamalho, mas para Waguininho fazer gol de centroavante, numa testada firme para o chão, de manual.

A igualdade do placar não mentia para o jogo, mas ainda havia espaço para o gol da vitória, qualquer fosse o lado. E iria, mais exatamente, para aquele lado que soubesse como e quando arriscar.

E o prêmio foi para os donos da casa, mais uma vez com Vitinho. Desta vez, em um lindo chute de fora da área, já aos 90’ + 3. No apagar das luzes, um pombo sem asas de canhota que foi morrer rente à trave direita de Wilson, que, por sinal, estava bem posicionado no lance.

Nem Wilson acreditou como e por onde a bola entrou. O jovem Vitinho, menos ainda.

Deu tempo ainda de Willian Farias ser expulso, após deixar o braço no rosto do rubro-negro ao subir para disputar bola pelo alto.

No final do jogo, houve discussão envolvendo membros da comissão técnica de ambos clubes. Ao contrário dos técnicos português e paraguaio, estes, brasileiríssimos, alguns paranaenses, sabem o que é este derby quase centenário.

Os estrangeiros optaram pelo “deixa-disso”, especialmente António Oliveira, para acalmar os ânimos de sua comissão. Gustavo Morínigo se aquietava, tentava entender o impacto que esta derrota causava – e nada tinha a ver com a tabela do campeonato.

Siga partidas e resultados do Campeonato Paranaense:

Ambas equipes estão praticamente garantidas na fase final do Campeonato Paranaense, que será disputada nas próximas semanas, assim que a Federação Paranaense conseguir definir as datas de encerramento da prolongada fase de grupos.

Pode ser que o grande clássico venha a se repetir nos mata-matas, quem sabe nas finais (ou não?), como tantas e tantas vezes. E sempre será um jogo à parte, por qual campeonato e que etapa deste for, por quais jogadores entrarem em campo, e, claro, de onde vierem os comandantes.

Anterior

Huancayo x Corinthians: Pré jogo Band News da Copa Sul-Americana 3ª rodada

Clubes brasileiros marcam 21 gols em sete jogos na rodada da Libertadores

Próximo

Deixe um comentário

P