Novo treinador da Chape terá terra muito mais “firme” do que Louzer encontrou em sua chegada

| |

O técnico Umberto Louzer, campeão catarinense e da Série B, deve mesmo deixar a Chapecoense rumo ao Sport, concorrente do Verdão do Oeste na Série A. Ainda não se sabe quem será o substituto e incumbido de continuar o ótimo trabalho de Louzer, recebendo de “brinde”, como início de trabalho, a melhor campanha no Catarinense e amplo favoritismo para terminar de conduzir a equipe ao bicampeonato, além do confronto, ainda indefinido, na terceira fase da Copa do Brasil.

Siga todas as partidas e resultados da Copa do Brasil:

O que se sabe é que Louzer deixa a equipe em alta e com projeções otimistas, panorama completamente diferente daquele que encontrou em sua chegada, na metade de fevereiro de 2020. Com a equipe recém rebaixada à Série B, à parte as dificuldades financeiras, o discurso da diretoria beirava o “será lucro se manter na Série B”.

Naquela ocasião, a equipe caminhava para o rebaixamento no Campeonato Catarinense e, mesmo conseguindo bater o Boavista na primeira fase da Copa do Brasil, na estreia de Louzer, perdeu na fase seguinte semanas depois e se despediu da importante fonte de renda que representa a copa nacional.

Louzer, então, fez a equipe jogar o suficiente no estadual para sair da zona de degola e beliscar a oitava e última colocação para jogar os mata-matas. Aí veio a pandemia e, por mais desesperador que fossem as projeções reduzidas de arrecadação, o treinador teve, no futebol, a oportunidade de arrumar a casa.

E assim o fez. Quando o estadual voltou, a Chape se converteu de azarão a favorito em duas partidas consistentes contra o Avaí, deixando para trás o líder da primeira fase. Paralelamente à disputa estadual, começava a Série B, e a equipe sobrevivia às primeiras rodadas sem sustos, graças a uma defesa altamente segura.

Leia mais: O melancólico 2021 do Figueirense

Passo a passo, a Chapecoense ergueu a taça do Catarinense e se mantinha sempre nas primeiras colocações do Campeonato Brasileiro. Assim, a equipe que jogava “pisando em ovos” foi ganhando confiança e se equilibrando em todos os setores.

A consistência do jogo da Chape de Louzer perdurou até o final da competição. Mesmo precisando de uma verdadeira batalha para superar, no detalhe, o também ótimo América-MG de Lisca (semifinalista da Copa do Brasil) na última rodada e ficar com o título, não há como desmerecer a excelente campanha do Verdão do Oeste.

Louzer se despede de Chapecó deixando uma equipe entrosada, equilibrada e com o espírito coletivo que consagrou a Chapecoense em seus recentes anos de glórias. Era isso que os torcedores alviverdes esperavam: voltar a ver “aquela” Chape com a garra do Índio Condá.

O ambiente administrativo foi também altamente beneficiado com a última campanha. O título da Série B, provedor de vaga na terceira fase da Copa do Brasil deste ano – que garante boa arrecadação mesmo no caso de eliminação precoce – e do retorno imediato à Série A trazem também à Chape um alívio financeiro incomparável à situação vivida e projetada há pouco mais de um ano. O técnico, agora, segue rumo a uma missão semelhante no Sport: guinar o destino de uma temporada que começou difícil.

O desafio do novo profissional que agarrará as pranchetas à beira dos gramados da Arena Condá não será simples. Se manter na Série A contra todas as adversidades e riscos, à frente de um elenco ainda reconhecidamente modesto. Mas, para isso, tem-se no ambiente interno alviverde uma situação favorável, envolvendo desde uma comissão diretora mais otimista, a partir da possibilidade de se trabalhar com maior orçamento, até o elenco, comprometido e inteirado ao clube, se mostrando comprometido a respeitar a história e seguir o espírito da Chapecoense.  

Anterior

Cruzeiro: Marco Antônio fica a disposição de Felipe Conceição para duelo contra Pouso Alegre

FluTV tem Fluminense x Botafogo: Jogo ao Vivo na 10ª rodada do Cariocão

Próximo

Deixe um comentário

P