Peru derruba tabu de dez anos sobre a Colômbia e se recupera na Copa América

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Cai um tabu que vinha desde 2011: o Peru voltou a vencer os vizinhos colombianos, desencantou na Copa América e ajudou a Seleção Brasileira no Grupo B. Na noite deste domingo, no Olímpico de Goiânia, em um jogo repleto de personagens conhecidos do futebol brasileiro, o Peru, de Ricardo Gareca, superou a Colômbia, de Reinaldo Rueda, por 2 a 1.

Mina (contra) e Peña fizeram os gols da seleção andina, enquanto Borja descontou para os cafeeiros. A Colômbia perde a oportunidade de subir à liderança da chave, enquanto o Peru sai da pontuação zerada e respira na competição.

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Crônica do jogo:

Pressionado pela pontuação em branco e lanterna do grupo, o Peru começou buscando o ataque, sem deixar de se atentar à velocidade dos colombianos no contra-ataque. A partir dela, sairiam as primeiras jogadas de perigo da partida, incluindo um quase golaço de Cuadrado.

Mas seria peruana a vantagem logo em sequência. Aos 16’, Peña pegou rebote da trave no chute de Yotún, ex-Vasco, e conferiu. Primeiro gol que o Peru marca, primeiro que a Colômbia sofre na Copa América.

O gol despertou a Colômbia, que passou a ser todo ataque, enquanto o Peru se defendia e passava ele a explorar os contra-ataques, quando possível, e, à medida em que o tempo da primeira etapa passava, amarrava o jogo.

A Cafetera voltou mais ligada para a segunda etapa e chegou logo aos 52’ à igualdade do placar. Borja, que ainda pertence ao Palmeiras, arrancou contra a zaga adversária até ser derrubado dentro da área pelo goleiro Gallese. Ele próprio cobrou e converteu a penalidade, igualando o placar.

Efeito colateral do gol de empate era a tendência de que a virada se aproximava. Ao menos, o que se via eram os ataques colombianos vindo em profusão. Mas, como o futebol gosta de desafiar a lógica – e, às vezes, com ironia –, foi o Peru que voltou a ficar à frente, graças a um colombiano, aos 64’: Cueva, ex-São Paulo e Santos, bateu escanteio fechado e Mina, ex-Palmeiras, desviou contra o próprio patrimônio.

Era o desespero de Reinaldo Rueda, ex-técnico do Flamengo, que via voltar o pesadelo da partida anterior, contra a Venezuela, em que o ataque colombiano finalizou dezenas de vezes e não conseguiu marcar.

O ex-palmeirense Ricardo Gareca sabia da importância da vantagem e de reduzir ao máximo a ação do adversário, e foi o que fez com sua equipe. O Peru fez trinta minutos finais muito sólidos, controlou a partida e mostrou que tabus servem para serem quebrados: após dez anos, voltavam a comemorar uma vitória sobre seus vizinhos do Norte.

Pós-jogo:

A Seleção Peruana mostrou que a derrota para o Brasil não limitava seu potencial dentro da Copa América, fazendo uma boa partida em Goiânia contra uma Colômbia, que era melhor tecnicamente, mas não conseguiu aplicar a superioridade nos momentos decisivos.

A equipe de Ricardo Gareca se defendeu com eficiência ao longo do duelo, e, com o avanço do relógio, mostrou maturidade para controlar as ações da partida, reduzindo as possibilidades de deixar o resultado escapar.

A Colômbia, por sua vez, voltou a sofrer com os problemas de ataque. Após passar em branco contra a retranca venezuelana, o time de Reinaldo Rueda também não conseguiu produzir o suficiente para transpor a linha defensiva peruana, a partir da metade da segunda etapa, quando voltava a ficar em desvantagem.

Definições:

Numa partida recheada de jogadores e de dois treinadores com passagens por equipes brasileiras, quem se beneficiou foi a Seleção Brasileira, que mesmo em sua rodada de folga continuou na liderança do Grupo B. A vitória peruana segurou a Colômbia na segunda colocação, antes do duelo entre as duas seleções, na quarta-feira, no Nilton Santos.

O Peru, com a conquista dos primeiros três pontos, saiu da lanterna e subiu para a terceira colocação, beneficiado também pelo empate entre Venezuela e Equador, mais cedo neste domingo. Agora é a Seleção Equatoriana, adversária peruana da próxima quarta-feira, novamente em Goiânia, que fica com a lanterna do grupo, ficando de fora dos mata-matas.

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