“Que fim levou” o São Caetano vice-campeão da Copa João Havelange, há 20 anos?

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A ascensão meteórica do clube predestinado para a glória: em janeiro, se completou 20 anos de quando o São Caetano, surpreendentemente para todo o país, decidiu a Copa João Havelange contra o poderoso Vasco de Romário, Juninho Pernambucano e Pedrinho.

Apesar de ter deixado a taça no Maracanã e sair sem dar a volta olímpica nos igualmente surpreendentes campeonatos que decidiu em sequência – o Brasileiro 2001 e a Libertadores 2002 – o Azulão deixou marca eterna no futebol brasileiro do século XXI.

A Copa João Havelange de 2000 trazia um regulamento ao Campeonato Brasileiro que não se via parecido desde a década de 1980. Equipes eram separadas em módulos azul, amarelo e verde, correspondentes as três divisões. Então, os melhores de cada módulo se mesclaram na fase de mata-matas. Assim, graças ao bom desempenho no módulo amarelo – vice-campeão, atrás do Paraná – a equipe do ABC teve a oportunidade de encarar potências do futebol brasileiro.

O São Caetano tirou Fluminense, Palmeiras e Grêmio antes de chegar à decisão contra o Vasco. Após o empate por 1×1 no Parque Antártica, em mando do Azulão, chegava a hora da finalíssima em São Januário. Porém, um acidente com a arquibancada tubular no campo vascaíno fez vítimas e forçou o adiamento da final.

Assim, o campeonato foi resolvido no dia 18 de janeiro de 2001, em vitória cruzmaltina por 3×1. O fato é que, mesmo com a derrota na final, o feito caetanista jamais seria esquecido.

Por isso, resolvemos lembrar onde está o onze inicial que atuou naquela que foi a primeira decisão expressiva do Pequeno Gigante:

Caetano e Charles chegam ao São Caetano

Sílvio Luiz: o grande goleiro do Azulão atuou entre 1998 e 2006 no clube do ABC, jogando 238 partidas. Passou também por Corinthians e Vasco. Atualmente é treinador de goleiros do São Caetano.

Japinha: o lateral-direito daquela equipe se aposentou em 2006, aos 33 anos. Desde então, se dedicou ao ramo empresarial, lecionou futebol para crianças em Ribeirão Preto e, desde 2019, assumiu a função de gerente de futebol do Comercial, clube que defendeu como jogador.

Daniel: a passagem pelo São Caetano, de 2000 a 2003, rendeu ao zagueiro uma convocação à Seleção Brasileira, em 2002. Nos três anos posteriores, vestiu a camisa do Palmeiras e foi titular no retorno alviverde à Série A. Após pendurar as chuteiras, em 2007, Daniel se formou em Engenharia Civil e trabalha na elaboração de projetos de construção civil.

Serginho: um dos maiores ídolos da história caetanista, o ex-zagueiro Serginho infelizmente faleceu em 2004, em meio a uma partida entre São Paulo e São Caetano, no Morumbi.A fatalidade se deu por o atleta sofrer de cardiomiopatia hipertrófica.

César: o lateral-esquerdo teve de superar o cárcere para ter a oportunidade no Azulão. Quando esta veio, César fez o melhor possível. Foi o principal jogador do Brasil em sua posição em 2000, marcando inclusive o gol caetanista no primeiro jogo da final. Posteriormente, construiu bela carreira na Itália, defendendo equipes como Lazio e Internazionale. Após parar de jogar, treinou o Sub-17 da Lazio e fez estágios no Brasil para iniciar a carreira de treinador.

Claudecir: a história de glórias do São Caetano se confunde muito com a do habilidoso volante Claudecir. A exemplo de Daniel, o bom desempenho na equipe do ABC chamou a atenção do Palmeiras, onde, apesar de um período atrapalhado por lesões, é respeitado até os dias de hoje. Atualmente vive em Barra Bonita-SP e coordena um projeto social em Igaraçu do Tietê.

Adãozinho: já veterano em 2000, o meia jogou a final aos 32 anos. A experiência foi essencial, pois Adãozinho chamou a responsabilidade para marcar o gol do Azulão no Maracanã – um empate que, àquela altura, levaria a decisão para os pênaltis. Atualmente é empresário, proprietário de escolinha de futebol em Bragança Paulista e treinador, chegando a dirigir o São Caetano em 2020.

Esquerdinha: o “Pulmão do São Caetano” também não passou despercebido ao radar da Seleção Brasileira, sendo convocado no início de 2002. Uma das principais peças daquela equipe, Esquerdinha parou de jogar em 2012, mas retornou, em 2015, para atuar pela última vez pelo Barretos, clube que lhe abriu as portas no futebol.

Aílton: foi em outra final que Aílton brilhou. Em 2002, marcou os dois gols do São Caetano nas finais da Libertadores, tanto no Defensores del Chaco quanto no Pacaembu, no doloroso “quase” – o título ficou com o Olímpia, do Paraguai. Antes de chegar ao Azulão, o meia-atacante teve uma carreira recheada de grandes clubes, como Atlético-MG, Cruzeiro, São Paulo e Benfica-POR. Leva uma vida mais tranquila, no interior, e coordena uma escolinha de futebol na cidade de Três Marias-MG.

Wagner: oatacante Wagner terminou a carreira profissional em 2010, no Sertãozinho-SP, mas quem disse que conseguiu parar de jogar? No Campeonato Municipal de Veteranos de Limeira-SP, fez até gol de título, em 2017. A Fazendinha, time de Wagner, bateu o Castelo na decisão.

Adhemar: grande nome daquela equipe, o atacante Adhemar é ainda o maior artilheiro da história do São Caetano, com 68 gols. Hoje, a perna direita, autora do gol antológico no Maracanã contra o Fluminense, descansa. Quem trabalha é a cabeça, para conduzir os talentos do futuro. Sócio do Porto Feliz FC, trabalha com crianças e jovens das categorias de base, dando-lhes tanto aprimoramentos técnicos como direcionamentos em suas vidas pessoais e profissionais.

O grande esquadrão caetanista se reuniu! Nesta imagem, de 2019, podemos identificar figuras como Adhemar, Silvio Luiz, Claudecir, Dininho, Esquerdinha, Somália… além de Serginho, cuja presença os amigos fizeram questão de levar.

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