São Paulo leva susto, se recupera e coloca impiedosa goleada no 4 de Julho

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Havia uma grande possibilidade de zebra. Após a vitória na primeira partida da 3ª fase da Copa do Brasil, jogando no Albertão, em Teresina, na terça-feira anterior, o 4 de Julho foi ao Morumbi com a missão de segurar o São Paulo e protagonizar uma das maiores surpresas de todos os tempos do futebol brasileiro.

E, por mais que o sonho tomasse contornos de realidade, o desfecho passou longe. Após levar gol relâmpago, o São Paulo manteve a tranquilidade e despachou a equipe piauiense em sua casa. Após conseguir a virada no primeiro tempo, a equipe voltou com tudo na segunda etapa e construiu uma sonora goleada por 9 a 1. Pablo (3x), Luciano (2x), Gabriel Sara, Rigoni, Bruno Alves e Chico Bala (contra) foram às redes para o time da casa, enquanto Dudu Beberibe marcou o gol que, apesar do êxtase inicial, acabou sendo de honra para os visitantes.

Página da Copa do Brasil:

Copa do Brasil 2021

Crônica do jogo:

O que é isso? A bola bateu e rebateu e sobrou para Dudu Beberibe. Ele correu contra a desarrumada defesa são-paulina e bateu na saída de Tiago Volpi. 30 segundos de jogo e o 4 de Julho abria o placar sobre o São Paulo!

Um erro na saída de jogo, um baque enorme para uma equipe que já entrava em campo buscando reverter uma desvantagem já surpreendente. O adversário vivia a partida com intensidade, jogava como final de Copa do Mundo. Será que a zebra histórica estava se desenhando?

Quanto antes o Tricolor empatasse o jogo, melhor para a remontada.

E, aos 16’, antes mesmo que a pressão se intensificasse, Luciano completou de cabeça o escanteio cobrado pelo lado esquerdo da defesa piauiense. Tudo igual no placar no Morumbi, no agregado 4 a 3 para o Colorado de Piripiri.

Por incrível que se pudesse parecer, a equipe piauiense continuava aberta, sem sequer adotar postura protecionista, o que era favorável ao Tricolor Paulista, que, por sua vez, via a virada no placar se aproximar.

E, já aos 21’, após um tempo de decisão da arbitragem – o VAR não está disponível nesta fase da Copa – Pablo colocou a equipe da casa na frente e igualando todo o agregado, 4 a 4. Após isso foi que o 4 de Julho compreendeu o perigo de jogar de igual para igual com o atual campeão paulista e octafinalista da Libertadores.

E, instantes depois, o Tricolor, pode se dizer, se recuperou totalmente do susto e entrou no cenário dos sonhos. Aos 30’, Gabriel Sara completou cruzamento da direita com uma cabeçada precisa, sem chances para Jaílson. Era a primeira vez que o time paulista ficava na frente no confronto desde o fim do primeiro tempo no Albertão.

Ainda na sequência seria anulado, erroneamente, o 4º gol do São Paulo. Como citado, o árbitro de vídeo não faz parte da 3ª fase. Seria o gol para deixar tranquila de vez a vida são-paulina. Ainda assim, a equipe da casa foi para o intervalo com a classificação nas mãos.

Se na primeira etapa o 4 de Julho atacou com gol relâmpago, logo no início da segunda, reclamou de pênalti em cima de seu artilheiro Dudu Beberibe. O time piauiense não fazia aquela marcação cerrada, mas saía para o jogo, disposto a encarar a equipe paulista de igual para igual.

E estava disposto a arriscar mesmo. Aos 52’, Ítalo Pica-Pau soltou um chutaço de fora da área e obrigou Tiago Volpi a fazer grande defesa.

E aí foi que o São Paulo viu a oportunidade de liquidar de vez a fatura. Pablo recebeu da esquerda e teve tranquilidade para dominar, girar e despachar a bola no canto de Jaílson. 57’ de jogo, ducha d’água gelada sobre os piauienses. 4 a 1.

E a porteira, que já estava bem aberta, se escancarou de vez. Bom pro argentino Rigoni, que marcou o primeiro com a camisa Tricolor, aos 62’, contando com o desvio no zagueiro Marcelo. Três minutos depois, foi a vez do zagueiro Bruno Alves chegar na festa, subindo bem em cobrança de escanteio. 6 a 1, um castigo para a equipe piauiense que tentou encarar a partida. A disparidade entre as equipes acabou vindo à tona.

É todo dia um diferente: Chico Bala, zagueiro colorado, foi cortar cruzamento e mandou contra a própria meta. O sonho do 4 de Julho se transformou em um 7 a 1, o pesadelo brasileiro do 8 de julho.

E não pararia por aí: aos 80’, Pablo, mais tranquilo do que nunca, anotaria ainda o oitavo são-paulino. Depois, após tanto marcar, Pablo foi garçom para Luciano marcar o 9 a 1, já aos 90’. Na saída de bola, o árbitro decidiu encerrar a partida.

Pós-jogo:

O susto inicial poderia até ser prenúncio de uma catástrofe no Morumbi. Apavorada, a equipe são-paulina tentava se segurar contra o 4 de Julho, que, após abrir 1 a 0, se animou na partida e com a ampliação da vantagem no agregado. Méritos para a condução emocional do Tricolor, que conseguiu se reconstruir rapidamente para tomar as rédeas do jogo.

O empate e a virada vieram num intervalo de cinco minutos, depois do qual rapidamente o terceiro também chegou. Assim, a equipe da casa foi para o intervalo liderando também o placar agregado, o que foi decisivo para o segundo tempo ter se desenhado desta forma.

No momento em que o desgaste físico e emocional apertou, ficou gritante a diferença técnica. Ainda assim, o São Paulo tem o mérito de não se deixar sofrer pela desvantagem, em campo e no agregado, enquanto o relógio corria. Reverteu toda a possível pressão em uma grande atuação. O 4 de Julho, apesar de valente, acabou pagando um preço caro por tentar jogar futebol de igual para igual durante todo o tempo.

Definições:

Sai pra lá, zebra! O São Paulo segue adiante na Copa do Brasil e agora só aguarda o adversário da fase de oitavas-de-final, o qual conhecerá mediante sorteio. As datas dos duelos tampouco estão definidas.

Antes disso, o Tricolor se concentra no Campeonato Brasileiro, onde ainda precisa se recuperar após a má largada, e na Copa Libertadores, onde terá o reencontro com o Racing, com quem já dividiu a fase de grupos, mas desta vez valendo vaga nas quartas-de-final.

Já o 4 de Julho concentra todas as energias na Série D, na qual estreou no último final de semana, empatando sem gols com o Juventude-MA.

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