Seleção: gol no início tranquiliza e favorece quebra do tabu contra os paraguaios

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A Seleção Brasileira ganhou um alívio na noite desta terça-feira, ao conquistar uma enorme vitória sobre o Paraguai em pleno Defensores del Chaco. Com gols no início e final do jogo, equipe brasileira jogou bem e conquistou, merecidamente, a sexta vitória em seis jogos nestas Eliminatórias Sul-Americanas, além da quebra de um grande tabu: a primeira vitória em solo paraguaio desde 1985.

Em atuação equilibrada, atletas desfocaram das grandes turbulências encaradas pela Confederação Brasileira de Futebol no momento presente e se dispuseram a jogar futebol. E, o grande objetivo da Seleção Principal, por ora, a classificação para o Mundial do Catar, está praticamente encaminhado.

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Crônica do jogo:

Hoje foi o dia dos gols-relâmpago, e a Seleção Brasileira aproveitou: logo aos 3’, no primeiro ataque brasileiro, Gabriel Jesus disparou pela direita e cruzou. Neymar recebeu dentro da área, dominou e com muita categoria tirou do goleiro Martín Silva, ex-Vasco, no cantinho. Brasil na frente em Assunção.

E os indicadores de que o jogo seria animado continuaram quando, logo na sequência, o Paraguai reagiu. Numa pancada do zagueiro Alderete, Éderson fez defesa monumental.

Mas a grande movimentação ficou por aí. A partir disso, o que se entende por lances de ataque foram cruzamentos na área brasileira. Em um deles, o Paraguai chegou a reclamar de pênalti, numa bola que teria batido no braço de Casemiro, mas o árbitro entendeu que o volante brasileiro havia sofrido falta no lance em questão.

A Seleção Paraguaia, com cinco zagueiros, era uma parede na defesa. E, dada a dificuldade que vem enfrentando o time brasileiro em furar as retrancas – vide o sofrimento contra o Equador, na última sexta-feira –, a abertura de placar no início é uma grande sorte.

Sem ter o ônus de pressionar, o time de Tite era mais tranquilo. A estratégia, então, era segurar os ataques dos paraguaios – que teriam de partir para cima, o que por sua vez era diferente de suas estratégias – e sair buscando o contra-ataque.

E, da primeira para a segunda etapa, este panorama não se alterou. Bem postado em campo, o time brasileiro chegava à área adversária e se aproximava do segundo gol. A chance mais clara veio dos pés de Neymar, aos 64’, em bola que passou raspando a trave de Martín Silva.

A Seleção saía para o contragolpe com velocidade e com muita organização, em atuação consistente em diversos aspectos. Junta-se isto ao talento individual do time brasileiro, tem-se a combinação que o torcedor aguarda. Ademais, quebrar o incômodo tabu contra o Paraguai traz um outro ânimo à Seleção.

Como não se esperava diferente, o time paraguaio não aliviava nas divididas. Cada entrada dos jogadores adversários gerava uma preocupação com os atletas brasileiros. O clima do jogo aumentou muito na segunda etapa, e, por sorte, o árbitro não perdeu o controle.

Já pela reta final, a equipe paraguaia – que igualmente desempenhou bom papel – foi para buscar o empate. A vantagem magra já era suficiente para o Brasil, que se preocupava, definitivamente, em se defender por primeiro e a ampliar o placar por segundo.

Era controlar a partida e contar os minutos para a quebra do tabu. Ou, a partir do talento individual, liquidar de vez: já no apagar das luzes, Neymar fez grande jogada e deu para Paquetá, na direita, tocar com categoria no canto de Silva.

Um gol no primeiro lance, outro no último: 2 a 0 Brasil, como em 1985, última vez em que a seleção derrotou o Paraguai jogando no país vizinho.

Pós-jogo:

É fato que o gol no início deu outra cara para o jogo brasileiro. Num 5-3-2, o time paraguaio era disposto a amarrar a partida, como com sucesso fez contra os uruguaios na rodada anterior. Estas condições, combinadas com a dificuldade que o Brasil vem enfrentando – e não de hoje – em partidas contra seleções dispostas a se defender, constituíam enorme indicativo de um novo drama para a equipe de Tite. Mas, graças à abertura precoce do placar, o que poderia ser grande sofrimento se transformou numa bela atuação, equilibrada e segura.

Riscos, a Seleção correu, é claro. Momentos de baixa frequência, mesmo pela forte marcação dos paraguaios, se manifestaram também. O que se viu, no entanto, foi boa postura da Seleção e uma atuação segura, com controle das ações do jogo. Ainda que se pudesse evocar problemas antigos – como a escassez de arriscar para o gol – a atuação, no geral, deve agradar os torcedores. E não havia melhor adversário e local para esta boa exibição: o tabu estava quebrado.

Definições:

Muito bem, obrigado: com 100% de aproveitamento, o Brasil conquistou os primeiros dezoito pontos que disputou nestas Eliminatórias Sul-Americanas, das quais chegamos, agora, ao primeiro terço.

Neste passo, com disputa da eliminatória prevista até o final de março de 2022, a tendência é que a Canarinho confirme a vaga no Mundial com bastante antecedência.

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