Sul-Americana em grupos: confira seis times que se complicaram com o novo formato

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A Copa Sul-Americana pegou a todos de surpresa ao anunciar seu novo formato a partir da temporada 2021. Após uma curta fase preliminar, 32 equipes das dez nações passaram a se organizar em oito grupos, rompendo com o corrente modelo de mata-mata contínuo. Desta nova fase de grupos, oito equipes avançam para encontrarem com outras oito, as terceiras colocadas de cada grupo da Libertadoresa exemplo do Santos – constituindo assim as oitavas-de-final.

O detalhe cruel é que apenas o primeiro colocado de cada chave avança aos mata-matas. Com isso, aqueles grupos em que se há duas ou até três equipes consideradas competitivas no cenário continental acabarão por encarar dilemas e, fatalmente, eliminar alguns destes times precocemente.

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Caminhando para o fechamento desta fase de grupos, seis equipes que costumam dar as caras nos mata-matas das competições sul-americanas mostraram que terão de se readaptar ao novo sistema do torneio.

Bahia:

Equipe que vem se habituando a frequentar os mata-matas da Sul-Americana, o Tricolor de Aço teve de encarar um grupo com o maior campeão continental, o Independiente, além de dividir espaço com o Montevideo City Torque, a força emergente do futebol uruguaio.

O Bahia acabou por não triunfar contra nenhuma destas equipes e, após sofrer derrota de virada para o Montevideo em pleno Pituaçu, amargou a terceira colocação da chave.

Corinthians:

Mesmo sem brilhar na Sul-Americana, o Timão deixou para trás os adversários “patinhos-feios” River Plate-PAR, a quem goleou ontem, e Sport Huancayo. O problema foi ter de disputar vaga única com o Peñarol, gigante uruguaio que vive, a nível continental, um de seus momentos mais positivos no século.

Em exibições fracas, o time paulista foi superado pelos Carboneros com facilidade, permitindo-lhes garantir a vaga ainda na 4ª rodada. Ainda assim, ao considerar a força corintiana em mata-matas, não se descartaria a possibilidade de, caso pudesse, avançar a estágios avançados da competição. Ah, se ao menos classificassem os dois primeiros…

San Lorenzo:

Primeiro campeão da Sul-Americana, o Ciclón chegou à competição após cair para o Santos na Pré-Libertadores. Noutros tempos, poderia ser considerado um favorito a avançar casinhas nos mata-matas e incomodar lá para a reta final. No entanto, nos tempos de hoje, se diz que isto dependeria do grupo em que caísse.

E o grupo azulgrana foi complicado. A equipe buenairense começou muito mal e foi superada pelo também argentino Rosario Central e pelo chileno Huachipato, conseguindo, ao fim, ficar à frente do 12 de Octubre, do Paraguai. 

Jorge Wilstermann:

Conhecido dos brasileiros por usar e abusar da altitude de Cochabamba, o Wilstermann não se deu bem com o novo formato da Sul-Americana, terminando na lanterna do Grupo C, que tem o Ceará como líder.

Adversário a ser temido em mata-matas, o “W” não venceu nenhuma das cinco partidas que disputou, contra os cearenses no Castelão, os argentinos do Arsenal e os compatriotas do Bolívar – que pode vir a ser outro a engrossar esta lista. A equipe encerra ainda sua participação exatamente recebendo o Ceará, que, ao contrário destes mencionados, lidou bem com o formato. Na partida nas montanhas bolivianas, há a oportunidade do Wilstermann aprontar, como estamos habituados a ver – o Vozão que se esperte.

Emelec:

Figurinha carimbada nos históricos de diversos brasileiros em competições continentais, o Emelec de 2021 era time de incomodar nas fases finais da Sul-Americana. No entanto, em uma grande bobeada na reta final, deixou escapar a liderança do Grupo G, a qual ostentou por muito tempo, para o estreante Bragantino.

Instável na reta final, o time de Guayaquil acabou a primeira fase com um dos ataques mais positivos e uma campanha interessante. Isso agrava a particularidade do novo formato, que faz mais um punido, e a adaptabilidade que ele exige para os próximos participantes.

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Lanús:

Campeão em 2013 e atual vice-campeão da competição, o “maior time de bairro do mundo” não poderia ser descartado de um balanço dos favoritos da Sul-Americana para este ano. No entanto, a fase de grupos o presenteou com a presença do Grêmio, seu algoz na Libertadores de 2017 e que leva a campanha com muita tranquilidade.

E se não viesse o Grêmio, da Pré-Libertadores viria o Independiente del Valle, outro campeão da competição. Duas equipes equivalentemente competitivas, com igual promessa de invadir as fases finais, tendo que decidir, no grupo, apenas uma vaga posterior.

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