Sul-Americana: grupo do Bragantino tem uma “reunião” de algozes brasileiros

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Nesta sexta-feira, foram definidos os Grupos da Libertadores e Sul-Americana 2021. As equipes brasileiras já saberão seus adversários e iniciarão suas preparações específicas em termos concernentes ao futebol e logística.

Estreante na Copa Sul-Americana, o Bragantino fará parte do Grupo G. Seus adversários serão Emelec, do Equador, o Tolima, da Colômbia, e o Talleres, da Argentina. Entre eles, o que há em comum? Todos foram carrascos de clubes brasileiros a nível continental na última década.

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Algoz de maior repercussão, o Tolima, clube de Ibagué que virou figura carimbada nas competições sul-americanas nos últimos anos, era um total desconhecido em 2011, quando esteve no caminho do Corinthians na pré-Libertadores. Era a primeira vez que o Timão encarava a fase preliminar da Liberta e avançar a etapa parecia tarefa natural.

No entanto, o time colombiano segurou o 0 a 0 no Pacaembu na primeira partida e, surpreendentemente, bateu a equipe de Tite no Manuel Murillo Toro. Ganhou, assim, repercussão continental. O Alvinegro do Parque São Jorge iria da água para o vinho no ano seguinte, faturando seu primeiro título continental.

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Anos mais tarde, em 2019, foi a vez de outro clube paulista sofrer com a eliminação na fase preliminar da Libertadores. O São Paulo ficou no caminho do Talleres, clube argentino que voltava à competição após vários anos. E a eliminação são-paulina muito se assemelhou à corintiana: 2 a 0 para os argentinos em Córdoba, e, na partida de volta, empate sem gols no Morumbi.

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Já o Emelec não foi eliminador em mata-matas, mas sua lembrança causa ainda arrepios ao torcedor do Flamengo. Em 2012, o equilibrado Grupo B que ainda contava com Lanús e Olimpia chegava à sua última rodada permitindo às quatro equipes chances de classificação. A missão para o Fla era vencer o Lanús no Engenhão e torcer por um empate entre Olimpia e Emelec, no Paraguai.

O Fla foi aos céus quando, pouco antes do apito final de seus 3 a 0 sobre os argentinos, o Olimpia havia acabado de igualar o marcador contra o Emelec, na partida simultânea. A combinação era favorável e o clima de festa tomava conta do time brasileiro.

Do céu ao inferno: quando os atletas flamenguistas já começavam a falar sobre a próxima fase, um cruel castigo. O Emelec marca no último lance, pula na frente do placar novamente e se classifica. A eliminação indireta mais dolorosa da história da Libertadores, sem dúvida alguma.

O Flamengo daria o troco em 2019: com Jorge Jesus recém chegado, a equipe quase ficou pelo caminho do próprio Emelec nas oitavas. O time carioca conseguiu avançar nos pênaltis e só parou quando recebeu a taça.

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Emelec, Tolima, Talleres… a julgar pelo histórico, o Bragantino deverá entrar atento na fase de grupos, para evitar que alguma destas equipes siga escrevendo histórias traumáticas contra os clubes brasileiros.

A fase de grupos da Copa Sul-Americana se iniciará no próximo dia 20.

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