Há 15 anos Goiás jogava a libertadores, relembre alguns nomes da equipe

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Você se lembra quem atuava pelo Goiás que disputou a Libertadores, há 15 anos?

A primeira – e única até aqui – participação do futebol do Centro-Oeste na Taça Libertadores da América completa 15 anos em 2021. Em 2006, o Goiás foi um dos seis representantes do futebol brasileiro na principal competição continental, após alcançar sua melhor colocação no Campeonato Brasileiro, o 3º lugar em 2005.

Na ocasião, o Esmeraldino passou sem grandes dificuldades pelo Deportivo Cuenca, do Equador, pela pré-Libertadores, e em sequência fez boa campanha no Grupo 3, terminando na primeira colocação e fazendo a 5ª melhor campanha no geral – com destaque para uma vitória por 3×0 sobre o tradicional Newell’s Old Boys. No entanto, o sonho terminaria nas oitavas, com a eliminação para outro argentino, o Estudiantes.

Ainda assim, a participação ficará na memória de todo torcedor esmeraldino, bem como daqueles fãs mais atentos do futebol brasileiro. Mas você lembra quem compunha aquele elenco do Verdão? Os responsáveis pela façanha de toda uma região? Se o presente do clube não é agradável, a hora é boa para relembrar os tempos áureos:

Uma bela despedida…

No próximo dia 4 de maio, serão exatos 15 anos da última partida da campanha goiana na competição. Após perder por 2×0 na Argentina, o Goiás conseguiu vencer bem o Estudiantes, no Serra Dourada, por 3×1, mas acabou eliminado pelo gol marcado fora de casa pelos argentinos.

O time, comandado por Geninho, entrou em campo com a seguinte escalação:

Harlei; Fabiano Viegas, Rogerio Correa e Júlio Santos; Vitor (Juliano), Danilo Portugal (Leyrielton), Romerito e Jadílson; Roni, Nonato e Welliton.

O elenco esmeraldino ainda contava com jogadores conhecidos, como o zagueiro Aldo, o volante Cléber Gaúcho, o lendário Vampeta e o atacante Souza, ou “Souza Caveirão”.

Ofensiva, a equipe do treinador campeão brasileiro de 2001 combinava a velocidade e incisividade de jovens como Welliton, Vitor, Danilo Portugal e Leyrielton, à experiência de Vampeta, Cléber Gaúcho, Jadílson e Romerito – Paulo Baier era a grande referência em experiência e técnica, mas acertou para defender o Palmeiras ainda no fim de 2005.

A defesa, melhor do Campeonato Brasileiro 2005 com apenas 41 gols sofridos em 42 jogos, Geninho construiu com a polivalência. Ora jogava com dois zagueiros, ora três. Alternava entre Aldo, Rogerio Correa e Júlio Santos, e também Fabiano Viegas, que jogava tanto no miolo de zaga quanto como primeiro volante. Com três defensores, os alas Vitor e Jadílson priorizam o ataque. Com quatro defensores, sendo dois homens no miolo da zaga, Jadílson recuava para a lateral esquerda e Leonardo assumia a direita.

Acesse para ver resultados e próximas partidas da Libertadores 2021:

Por onde andam?

Em se falando de um tempo de 15 anos, muita água já correu por debaixo da ponte. Alguns atletas daquele elenco já penduraram a chuteira há muito tempo e se ocupam atualmente cada um à sua forma. Outros, porém, mais novos, ainda estão pelos gramados.

Harlei: o ex-goleiro e ídolo esmeraldino nunca se desligou do Goiás. Desde 2018, é gestor executivo e retornou ao futebol do clube em 2020, sendo o atual vice-presidente de futebol esmeraldino. Ademais, já ocupou cargos na assessoria da presidência e na coordenação de futebol feminino.

Romerito: além da boa passagem pelo Goiás, Romerito é bicampeão da Copa do Brasil, em 2004 e 2008. Atualmente é treinador, e comandou por último a Aparecidense, um dos mais bem sucedidos times do interior goiano na atualidade, até outubro de 2020.

Rogerio Correa: ídolo também do Athletico-PR, o ex-zagueiro foi auxiliar-técnico do Furacão até o início deste ano. Atualmente, é técnico do Votuporanguense.

Cléber Gaúcho: o ex-volante é outro a seguir carreira de treinador. Atualmente, comanda o Grêmio Anápolis no Campeonato Goiano. A equipe faz boa campanha, com três vitórias e apenas uma derrota.

Roni: a carreira do ex-atacante é recheada de bons momentos e de grandes clubes, como Flamengo, Atlético-MG, Fluminense e Cruzeiro, além da Seleção Brasileira. Depois de parar de jogar, no entanto, Roni se envolveu em uma grande polêmica e acabou preso, em 2019. No Mané Garrincha, enquanto acompanhava a partida entre Palmeiras e Botafogo, pelo Campeonato Brasileiro, foi detido pela Polícia Civil do Distrito Federal por suspeita de fraude nas rendas de jogos. Foi solto no dia seguinte.

Vampeta: lendário meio-campista do futebol brasileiro, o pentacampeão do mundo com a Amarelinha disputou o Brasileiro 2005 pelo vizinho Brasiliense, quando veio a proposta para disputar a Libertadores pelo Goiás. Levantou taça também, a do Campeonato Goiano, em 2006. Atualmente o Velho Vamp é presidente do Osasco Audax e comentarista da Rádio Jovem Pan.

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Vítor: o apelido de “Papa-léguas” já deixava clara a principal característica do ex-lateral-direito. Mas para pendurar as chuteiras, Cícero Vítor não teve tanta pressa assim. Apenas no ano passado, o jogador, que atuava pelo Aparecida, anunciou a aposentadoria dos campos seguida do início da carreira nas pranchetas. Atualmente, é auxiliar-técnico do Goiânia.

Nonato: o atacante encabeça a lista dos “intermináveis”. Aos 41 anos, Raimundo Nonato, depois de rodar por diversos times goianos na última década, disputou o Campeonato Baiano de 2020 pelo Vitória da Conquista. Ainda não terminou a carreira de forma oficial, mas chegou a anunciar uma pré-candidatura a vereador de Aparecida de Goiânia, no ano passado.

Welliton: revelação esmeraldina, o atacante Welliton combinou velocidade e precisão. Em 2007, foi vendido para o futebol russo gerando a maior transação da história do Goiás, por 8 milhões de euros, superada apenas por Michael, em 2019. Aos 34 anos, o atacante atua no futebol dos Emirados Árabes.

Leyrielton: com apenas 17 anos na época, o lateral/meia da base do Goiás era chamado por Geninho a participar do time principal, especialmente entrando no decorrer de algumas partidas. Aos 32 anos, o atleta está sem clube no momento – seu último foi o Barretos-SP, em 2019.

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